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Tempo de leitura: 7 minutos

O dia era 27 de fevereiro. Pós-carnaval, aquele clima de ano iniciando oficialmente, e lançamos para os 4.500 assinantes da época o nosso primeiro report: Tendências de Tecnologia e Comportamento para Marcas em 2020.

Desde então, ele foi baixado mais de 1.700 vezes. Chegamos em 6.000 assinantes. E entramos todos em estado de quarentena, enquanto uma pandemia histórica toma conta do noticiário e vira a vida de todo mundo, em todo o mundo, de cabeça para baixo.

O que acontece, então, com essas tendências?

Fico feliz em afirmar que elas permanecem ótimas fontes de informação e inspiração. Mas algumas delas ganharam novos ângulos. Vamos olhar uma de cada vez.

1) Pessoas Virtuais

"Cada vez mais, não é preciso ser uma pessoa de verdade para ser uma personalidade que interage, diverte e vende (muito) na internet."

Pessoa virtual ou pessoa real, está todo mundo se adaptando à situação. Os episódios da Dona Silvana ganharam toques de "acabou o álcool gel, Guilérme" (inclusive, ela se tornou garota propaganda essa semana). As Casas Bahia têm vestido o seu Bahianinho das mais diversas profissões, conforme agradece esses profissionais pelo seu trabalho durante a pandemia. A Lu tem pessoalizado as dicas e orientações do Magalu. E até a Noonoouri, que já nasceu imune a qualquer vírus, está em isolamento.


2) Era da Interação

"O número de seguidores não faz mais tanta diferença conforme o feed vai perdendo sentido e as plataformas e usuários se voltam para grupos fechados, curadoria de conteúdo e autenticidade. A era do alcance vem dando lugar à era da interação."

Esse movimento tende a ser acelerado pelo novo contexto, conforme as redes sociais passam a ser nossas ÚNICAS fontes de interação. Para influenciadores que viram seus #publis diminuírem e não podem mais exibir suas viagens incríveis e estilo de vida invejável, a quantidade de seguidores importa menos do que a quantidade de pessoas assistindo e interagindo em uma live.
Além disso, a insegurança geral e o excesso de informação tende a aproximar as pessoas de fontes que tragam confiança, conforto e também curadoria.


3) Economia do Conteúdo

"Das maiores produtoras do mundo em plena “guerra do streaming” a indivíduos monetizando sua criatividade junto a comunidades online, o conteúdo original vem movendo marcas e consumidores, formando uma indústria em torno de si."

Essa, sim, segue em full speed. Assim como a anterior, na medida em que o streaming se torna nossa principal fonte de entretenimento, e o conteúdo online, a única fonte de informação e atualização para muitos profissionais.
O resultado disso, para além das infinitas lives no Instagram, são inúmeros criadores usando a criatividade para se aproximar da sua audiência conforme ela tem mais tempo livre. E as plataformas de streaming na corrida para ser a principal opção nas maratonas dessa quarentena.



4) Quem Quer (o seu) Dinheiro
"Investir é cool. Economizar é meme. Falar de dinheiro tem ocupado a mesa do bar. Mérito das fintechs, plataformas de investimento e também de uma crescente categoria de influenciadores que querem ajudar a cuidar do seu dinheiro"

Aqui, minha aposta é de que os próximos tempos vão mostrar quem sempre teve conteúdo e relevância e quem surfou a onda por conveniência. Com a volatilidade do mercado financeiro e a completa incerteza de MUITA gente sobre as suas fontes de renda e empregos num futuro próximo, corretoras de investimento sólidas e influenciadores financeiros confiáveis têm um papel importante a cumprir. Não sem antes precisar se reinventar e repensar completamente seus serviços e comunicação. As que não conseguirem certamente ficarão para trás.


5) Um novo envelhecer
"Conforme os millenials assistem a suas celebridades favoritas envelhecerem sem parecer em nada com a imagem grisalha, frágil e parada que se esperava, é preciso desconstruir a ideia de velhice e reconstruí-la de forma mais inclusiva e realista."

A pandemia e seu efeito especialmente devastador sobre pessoas acima de 60 anos têm escancarado um preconceito que ainda carregamos: de que terceira idade significa fragilidade e passividade. Um certo empresário (de 64 anos de idade, diga-se de passagem) e sua infeliz colocação de que "só irão morrer velhinhos" não me deixam mentir. Nesse cenário, tratar a população 60+ com mais realismo (e, por que não, mais respeito) não é mais somente necessário - é urgente.


6) Hall of Faces

"A iminente popularização dos deepfakes e do reconhecimento facial traz à tona as grandes questões da nossa relação com tecnologia: os limites da privacidade e da verdade."

Conforme a vida virtual vai se tornando a única vida social e profissional possível, estamos nos expondo ainda mais do que antes. A principal plataforma de vídeo conferencias hoje, o Zoom, tem crescido exponencialmente nas últimas semanas - e também exposto falhas consideráveis de privacidade.


De modo geral,
A boa notícia é que as nossas tendências nunca tiveram a pretensão de ser previsões, então não é preciso prestar contas da sua concretização. A má notícia é que, apesar de apontarmos movimentos que já vinham acontecendo, eles vinham acontecendo em um mundo. Nós estamos em outro. E, aparentemente, não voltaremos mais.

Mesmo assim, os seis movimentos que mapeamos seguirão. Alguns com mais velocidade, outros com mudanças inesperadas na sua dinâmica. Mas todos eles evidenciando aquilo que todos nós estamos encarando ultimamente: a necessidade de se adaptar.


Para ler o relatório completo ou compartilhar com alguém, use esse link aqui.

Obrigada a todos que baixaram, compartilharam e divulgaram esse material. Confesso que quase desisti dele quando a pandemia chegou, mas foi uma enorme motivação ver que ele permanece relevante.
Te convido a olhar com calma e repensar seus projetos também, mesmo que as coisas tenham que se adaptar um pouco. Vamos um dia de cada vez. Juntos.

- Beatriz
~ OITENTA EDIÇÕES ~

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O impacto do coronavírus em marcas e serviços
Medido pelo aumento e pela queda em volume de pesquisas por certas palavras-chave, globalmente. Análise da SEMrush, repleta de gráficos que ilustram muito bem o momento que certos segmentos como delivery, streaming e turismo vem passando.

O impacto do coronavírus nas diferentes gerações
Eu não costumo me apoiar em segmentações geracionais, mas não dá para ignorar que os efeitos dessa pandemia são diferentes para pessoas nascidas no digital, para millenials e seus hábitos e carreiras conquistados a muito custo e para aqueles que achavam que viveriam mais tranquilos a partir de agora. Tá todo mundo confuso, e vale a pena explorar essas diferenças.

A rotina dos entregadores em meio à pandemia
Artigo da FastCompany que ilustra a rotina de americanos, mas dificuldades como a pouca segurança e a falta de amparo são globais. Depois de ler, eu tripliquei a gorjeta nos aplicativos para todos os pedidos que fizer daqui pra frente. É pouco perto da assistência que esses profissionais precisam, mas espero que faça alguma diferença.

Esse desconforto que tá todo mundo sentindo tem nome: luto
A Harvard Business Review publicou essa entrevista que é, para mim, uma das melhores coisas que você pode ler sobre o período que estamos vivendo. "Nós sentimos que o mundo mudou, e ele mudou mesmo. (...) A perda da normalidade, o medo da crise econômica, a perda de conexão. Isso tudo está nos impactando, e nós estamos de luto. Coletivamente."

O Território da Confiança
Análise brilhante da Passa, parte do report da BRUNCH em parceria com o YouPIX, que questiona a relação das marcas com influenciadores, e destes com sua audiência, daqui para frente. Com direito a ótimos frameworks, com destaque para o de territórios.

Se a Bela estivesse contaminada
Só pra dar uma (cada vez mais necessária) descontraída. Alguém recriou a icônica cena em que a Bela, da Bela e a Fera, vai à cidade devolver um livro na biblioteca. Só que o coronavírus está à solta.
Semana passada, deixei a pergunta nessa seção: qual livro tem te acompanhado nessa quarentena, e você gostaria de recomendar?

O resultado é uma estante coletiva com quase 40 livros, um mais interessante que o outro, e vários deles já foram direto pro meu Kindle. Vou compartilhar com todo mundo na próxima edição sem falta
(e se você não deixou sua dica semana passada, ainda dá tempo! é só responder esse e-mail).

Neste momento estou lendo Grande Magia: Vida Criativa Sem Medo, da Elizabeth Gilbert. Assim que terminar, trago a review completa para cá.
e todos os livros que já recomendamos até hoje estão aqui
Like a Girl é uma newsletter que envia semanalmente um resumo sobre uma mulher que fez a diferença para o mundo. "Para mulheres e homens que querem se inspirar em grandes histórias."

Pude ler a última edição, que foi sobre a Marie Curie, e adorei! Assine aqui.
se você tem um projeto de conteúdo e quer vê-lo por aqui, é só mandar um e-mail :)
Já falei aqui uma vez do único podcast que eu ouço religiosamente: Pivot, apresentado por Scott Galloway e Kara Swisher. 

No último episódio eles convidaram outra das minhas ídolas, a terapeuta e especialista em relacionamentos Esther Perel, para discutir o impacto da pandemia nas relações - pessoais, familiares e profissionais.

Esses 40 minutos ajudam a entender as novas dinâmicas que vem surgindo, e como podemos reagir a elas da forma mais saudável para nós mesmos, e para aqueles à nossa volta.

Imperdível. Ouça aqui.

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