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Tempo de leitura: 5 minutos

(a edição de hoje foi inspirada neste tweet da Manu Barem,
neste tweet da Nath Finanças
neste post do Carvalhando).

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Previsão: "Pós-COVID, as pessoas vão rever todos os seus hábitos de consumo e se voltar para o minimalismo e para o essencial".
Realidade: Depois da liberação do isolamento social, fila na porta da Hermés, na China, e da Louis Vuitton, em Paris.

Previsão: "Pós-COVID, vamos nos tornar avessos a aglomerações e buscar atividades mais intimistas e próximas à natureza".
Realidade: Bastaram alguns minutos para que a Disneyland Shanghai vendesse todos os seus ingressos para a reabertura do parque. (fonte)

Previsão: "Pós-COVID, vamos repensar o escritório e a colaboração entre os times, redesenhando os espaços e valorizando momentos de co criação e integração".
Realidade: Twitter anuncia que funcionários podem fazer home office pra sempre, e XP anuncia home office até dezembro - com possibilidade de ser definitivo.

Previsões para todos os lados. Parte na tentativa genuína de responder às grandes incertezas do momento e compartilhar pensamentos, parte para alimentar réguas de relacionamento que vão levar as pessoas a produtos digitais e cursos online de "como adaptar sua empresa em tempos de pandemia".

Seja qual for a motivação, tem muita gente tentando traduzir o tal "novo normal" (falamos dele aqui, no nosso Glossário da Quarentena). O que me leva a questionar: será que é a hora?

O mundo está mudando a cada semana. Não só pela evolução rápida dos padrões do coronavírus, mas também pela movimentação de marcas e consumidores que ora voltam ao "de sempre" (como o exemplo da Disneyland), ora nos mostram que o novo veio pra ficar (como o home office pra sempre do Twitter).


Para quem está observando atentamente os acontecimentos, é um tal de "olha como o mundo está mudando!!!" e "olha como o mundo nem vai mudar!!!" a cada dia, em looping infinito. 

Assim, a maioria das previsões com pretensão de adivinhar padrões e pautar estratégias nos próximos meses é enviesada. É quase uma aposta - você acredita no novo normal ou numa volta aos padrões?

Eu acredito na complexidade.

Nada sobre o que está por vir é simples, binário ou previsível.

Por um lado temos brasileiros com empregos estáveis e economizando com deslocamentos e festas, com dinheiro sobrando para gastar quando a quarentena passar. Por outro, milhões de pessoas lutam contra o tempo e a falta de estrutura do governo para receber um auxílio emergencial de 600 reais mensais.

Por um lado temos empresas aguardando ansiosamente para receber seus colaboradores de volta a rotinas de ponto, reuniões cara a cara e controle dos processos. Por outro, várias outras têm percebido que o digital é um caminho sem volta. 

Por um lado a quarentena tem ajudado muita gente a repensar seus estilos de vida, redecorar seus lares, criar novos hábitos e investir em autoconhecimento. Por outro, tem sido fonte infindável de ansiedade e angústia para tantos outros.

O coronavírus veio, e com ele foram embora visões padronizadas e fórmulas prontas de comportamento, consumo e sociedade.

Cuidado com aqueles que persistem em vendê-las.

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A quarentena potencializou a nossa busca por nostalgia
Seriam as reprises de novela, o Galvão gritando "É TETRA" e a icônica trilha sonora da vitória do Senna causa ou consequência da nossa busca por conforto em meio ao caos?

Se os usuários não vão até a montanha...
O Meio & Mensagem escreveu essa semana sobre algo que a gente tinha comentado no Twitter na final do BBB: o prime time da propaganda que levou Facebook, Whatsapp, Amazon Prime e Netflix à TV aberta.

Será o fim dos perrengues chiques?
Esse artigo da VOX fala um pouco sobre a mudança radical que o turismo vai passar, justo quando estava no seu auge, em forma de praias e atrações lotadas e brigas por selfies nos principais lugares do mundo. Eles apostam em "fewer trips, longer trips, more meaningful trips. The great reset". Ainda nesse assunto, recomendo também essa thread.

Backgrounds by IKEA
Para você que não tem o melhor plano de fundo para videoconferência, a IKEA decorou diferentes salas virtuais com os seus móveis, e disponibilizou para as pessoas usarem como se fossem suas. Case da semana.

Esse é o segundo ano que as Non-Obvious Trends do Rohit Bhargava me servem de grande inspiração.

Neste livro, ele conta mais sobre o processo de identificar e mapear tendências, que se consolidou como uma das minhas grandes referências.

Além disso, dedica um capítulo para cada uma das grandes tendências que identificou para os próximos tempos. É preciso ler com um "filtro" de Covid, mas o conteúdo segue relevante.
para mais dicas:
todos os livros que já passaram pela Bits estão aqui, e a nossa estante coletiva está aqui
como forma de contribuir ativamente para essa comunidade diversa e sempre antenada de mais de 6.700 profissionais, vamos passar a compartilhar vagas abertas por aqui. 
se uma pessoa for recolocada graças a essa newsletter, já vai ter valido a pena.
 
para estrear em grande estilo, duas empresas super legais e vagas para diferentes perfis:

1. a Take, empresa especializada em chatbots e contatos inteligentes, está em busca de um Developer Advocate de Belo Horizonte. Tem que ter experiência de pelo menos 2 anos como pessoa desenvolvedora de softwares, e aplicar por esse link. No formulário, pode colocar que foi indicado pela Bits to Brands que a recrutadora estará de olho ;) 

2. a Modalmais, corretora de investimentos e "banco digital do investidor" está em busca de profissionais em São Paulo! tem vagas para UX/Product Designer Sênior (aplique aqui), Redator Publicitário Sênior (aplique aqui) e Designer Gráfico Pleno (aplique aqui).

 
se você tem uma vaga na sua empresa e quer atrair profissionais de marketing, comunicação ou tecnologia de todo o Brasil que estão sempre bem informados, me mande um e-mail em beatriz@bitstobrands.com.
saudades de uma palestra, né minha filha? por aqui, muitas. mas as lives e aulas online tem ajudado a passar conteúdo adiante, e quem sabe até contribuir para a estratégia de algumas marcas por aí.

a dica de conteúdo para assistir hoje, humildemente 
(já que essa seção às vezes abriga Michelle Obama e Reese Witherspoon)sou eu!

preparei uma aula gratuita, de 20 minutos, para uma ação da Octadesk, sobre posicionamento de marcas na pandemia.

com base no artigo "How can brands respond to the coronavirus crisis?", da IPSOS, vamos explorar 6 das principais táticas que tem tomado a comunicação nos últimos tempos e três palavras que são CHAVE no momento.

são elas:
1. Give comfort
2. Acts of kindness
3. Get through the crisis in style
4. Go virtual
5. Help people pass time
6. Relieve stress

ah, e as palavras: autenticidadecontexto e ecossistema.

vem entender tudo isso aqui, e depois me conta o que achou :)

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