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Tempo de leitura: 5 minutos

Ele mesmo, o vírus.

Sim, de novo.

Isso porque, segundo o nosso planejamento editorial, hoje era dia de falar de SXSW. Mas, o que ainda era uma dúvida na nossa edição #76 foi confirmado no mesmo dia: não tem mais SXSW esse ano.

Não tem mais Coachella, também.
Não tem nem evento para falar sobre o próprio coronavírus.
E aparentemente, não tem mais papel higiênico no supermercado (sério, vejam as fotos).

Ah, o que também anda em falta é jobs para influenciadores de viagens.
E gente ocupando as cadeiras nos aviões.
E no momento que eu fechava essa newsletter, foram cancelados também voos vindos da Europa para os Estados Unidos nos próximos 30 dias, e adiada sem previsão de retorno a temporada atual da NBA.

Só há uma reação possível a todas essas notícias acontecendo praticamente no mesmo dia: a do Mark Cuban.

Não está fácil para as companhias aéreas.
Não está fácil para os artistas e toda sua equipe de apoio.
Não está fácil para a ESPN e as emissoras esportivas com contratos milionários de patrocínio.
Não está fácil para ninguém.

Que o mundo é VUCA
(sigla para volátil, incerto, complexo e ambíguo), a gente já vem comentando há tempos. Mas ninguém imaginava que fosse tanto.

Foi inevitável escrever mais uma edição sobre o coronavírus porque não fazê-lo seria como fazer curadoria de informação ignorando todos os noticiários.

Mas gostaria de compartilhar o compromisso que fiz comigo mesma:
na medida do possível, ser mais espectadora e menos espalhadora dessa situação sem precedentes.

Espectadora do que ela vem fazendo com as marcas. De como as maiores empresas do mundo vem reagindo. De como isso vem afetando o comportamento das pessoas nas grandes e pequenas cidades.

A futurista Amy Webb resumiu em um tweet o que será essa crise: "nós aprenderemos muito durante essa pandemia: como nossa cadeia de suprimentos global funciona, como nossos sistemas de saúde funcionam e como campanhas de desinformação funcionam."

Complementando, aprenderemos também se "home office" é uma política que as empresas aprenderam a operar, ou só uma buzzword que gostam de repetir para atrair millenials.
Aprenderemos quais marcas priorizam seus consumidores e colaboradores, mesmo encarando impactos na sua receita no curto prazo.
Qual o efeito da precarização do trabalho, especialmente de motoristas e entregadores, e qual será a postura das empresas e consumidores em relação a esses profissionais.
Qual a real necessidade de eventos-espetáculo que se repetem todo ano para divulgar lançamentos de produto.
Qual a real utilidade das redes sociais em momentos em que informações oficiais e recomendações de cuidado precisam ser disseminadas para o maior número de pessoas.

O que não faltarão nos próximos tempos são lições que guiarão comportamento, tecnologia e estratégia por meses (e anos) por vir.

Mas para ouvi-las, será preciso silenciar ao máximo os ruídos de manchetes click-bait, especulação e pânico.

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Ainda sobre o assunto, recomendo a leitura:
Sobre pandemias em tempos de redes sociais - do MIT Technology Review, "Coronavirus is the first true social media infodemic"
Sobre home office - do Seth Godin, "Work from home"
Sobre como as marcas vem agindo - do Brandchannel, "Brand Moves Roundup"
Sobre o futuro dos negócios - da Sequoia Capital, "Coronavirus: the Black Swan of 2020"

Essa não é e nem pretende ser uma newsletter sobre o coronavírus. Aliás, se você busca uma, a Coronavirus Tech Report foi lançada pelo MIT essa semana mesmo.
Semana que vem voltamos ao planejamento editorial normal. Lavem as mãos.
- Beatriz
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Não essa aqui. Mas a gente poderia, se quisesse. A personificação dos dados que obtemos via ferramentas de disparo de e-mail (não só quantos cliques, mas quem clicou, que horas, quantas vezes..) pode, sim, representar uma invasão à sua privacidade. O brilhante Manual do Usuário explora essa questão em detalhes nesse artigo, com o qual eu pude contribuir também.

O Twitter agora tem stories 
E a FastCompany questiona se a plataforma não pode estar dando mais uma ferramenta para desinformação política. Por enquanto, só vi fotos estranhas e pessoas se perguntando se está funcionando.

100 Mulheres do Ano
A revista TIME manteve as 11 mulheres que já foram eleitas "Pessoa do ano" desde o início, e completou essa conta com outras 100 - uma para cada um dos últimos 100 anos. É muito interessante observar as capas por década, e ver como aquelas mulheres ajudam a contar nossa história. Imperdível.

O efeito Luizalabs na Magalu
Célula que começou como uma startup, hoje toma a empresa com práticas mais modernas, ágeis e voltadas a dados. É desse jeito que a Magalu quer se tornar "um ecossistema completo de varejo, no qual os seus 25 milhões de clientes possam encontrar absolutamente tudo o que precisam" ainda este ano.

confira a nossa biblioteca completa aqui
Esse livro já foi recomendado aqui, logo no início dessa sessão, mas é impossível não lembrar dele novamente frente a tudo que vem acontecendo.

21 Lições para o Século 21 se torna cada vez mais essencial para entender o mundo em que vivemos hoje a cada mês que passa.

Está com desconto na Amazon nessa semana do consumidor.
se você tem um projeto de conteúdo e quer vê-lo por aqui, é só mandar um e-mail :)
O Joe é assinante da Bits, e tem um perfil no instagram onde ensina a produzir vídeos incríveis só com o celular. Ele inclusive vem fazendo vídeos usando o Memoji no lugar do seu rosto, para você que quer tentar ser a próxima Dona Silvana.

"Acho que pode ajudar muitas pessoas a se expressarem com baixíssimo custo". E não dá para não ser a favor disso :)
Para quebrar um pouco esse clima de distopia, um pouco de utopia.

Esse artigo contém um trecho do livro "The Future We Choose", que explora dois cenários: um em que nós não conseguimos realizar as mudanças necessárias a favor do planeta, e um em que conseguimos. O trecho vem diretamente da parte em que conseguimos, e escreve como se essa fosse a realidade em que vivemos.

Chega a emocionar.

"Nós emergimos da crise climática como membros mais maduros da comunidade da vida, capazes não somente de restaurar ecossistemas, mas também descobrir nosso potencial inativo de força humana e discernimento. A humanidade sempre esteve tão condenada quanto acreditava estar. Eliminar essa crença foi o nosso verdadeiro legado".

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