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A economia da ansiedade

A incrível geração que só fala em meditar. Em acordar as 5 da manhã pra rituais de bem estar. Em correr toda manhã. Em hackear os estágios do sono. Em exercitar o mindfulness.

Quem vê pensa que somos feitos de paz e amor. Na verdade, estamos cada vez mais ansiosos, à procura de todo tipo de livro, aplicativo ou produto que traga alguma solução.

E a lei da oferta e da demanda, vocês já sabem, não falha. Como resultado dessa equação, temos o que o último report de tendências da JWT intitulou Economia da Ansiedade.

Essa tendência é feita tanto do mercado gigantesco que tem se formado em torno da busca por bem estar, quanto do entretenimento e conteúdo baseados nas nossas maiores angústias.

Alguns exemplos:
- A indústria do sono. Segundo a Fast Company nos últimos anos os produtos de 'sleep-aid' tem deixado de ser baseados em tecnologia (aplicativos, lâmpadas e noise makers) para voltar ao analógico (cobertores pesados, colchões sob medida e travesseiros de diversos materiais). O que não mudou é o quanto as pessoas estão dispostas a investir por uma boa noite de sono.

- "Isso é muito black mirror". A realidade retratada no futuro distópido de séries como The Handmaid's Tale e Black Mirror se confunde cada vez mais com a realidade em que vivemos. Nesse processo, elas crescem em relevância e se tornam ícones dos tempos atuais.

- Aromaterapia. Considerada a "beauty trend" de 2019, essa prática antiga virou moda conforme mais e mais influencers mostram seus gadgets comprados na Amazon, enquanto prometem que melhora muito o bem estar. Se vai além do hype eu não sei, mas o fato é que o mercado de óleos essenciais já vale bilhões - e só cresce.

Esse não é de forma alguma um artigo sobre "aproveite essa tendência", como quando falamos sobre trends tipo nostalgia ou micromobilidade no início do ano.

Esse é um artigo sobre "vamos pensar bem nos mercados que estamos alimentando com o nosso consumo, ou evoluindo com as nossas marcas". Ansiedade é coisa séria, e nenhuma marca ou influenciador ou aplicativo tem a solução mágica pra isso.

Produtos que promovem o bem estar e conteúdo que ajuda a deixar o dia a dia das pessoas mais leve - sim. Cura milagrosa, usar 'ansiedade' como buzzword ou vender soluções caríssimas que não tenham comprovação científica pra aproveitar o hype - NÃO.


Mais críticas sobre essa tendência:
- Nesse artigo da Vox“We're not understanding how to deal with [mental health]. Instead, we're throwing products at it."
- E nesse do The Guardian. "Is anxiety itself being commodified? (...) Could it be that these products, rather than simply easing anxiety, are in fact propagating it?"

 

Cada um sabe o que funciona pra si, o que a gente não compactua é com oportunismo em cima de tendências de comportamento. No meu caso, os dinheiros que não vão pra livros de auto-ajuda e travesseiros high-tech são investidos em terapia.
- Beatriz
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Os melhores links da semana


O novo começo do Facebook
Um dos textos mais ousados que eu já escrevi, que da edição passada foi para o Medium graças a resposta super positiva que teve (obrigada pela caixa de entrada cheia!). Segue agora "aberto" para ler e compartilhar e ampliar essa discussão.

O tênis 100% reciclável da Adidas
E esse artigo sensacional sobre o processo de desenvolvimento do produto (do design à matéria prima), e os próximos desafios do modelo de consumo circular, que começam por: como explicar o valor para as pessoas?

"A sua empresa precisa de uma estratégia para tecnologia de voz"
Não sou eu falando, é a Harvard Business Review. Curto, objetivo e com exemplos e tendências divididos por segmento: um must-read.

Um resumo do Google I/O
Nenhuma inovação bombástica, mas muita evolução em features anunciadas no ano passado, como o Google Duplex. Ótimo resumo do G1.

Streaming wars


Os tempos de TV a cabo versus Netflix acabam oficialmente esse ano, e no lugar deles vem a pulverização dos serviços de streaming.

HBO tem Game of Thrones, Big Little Lies e Silicon Valley.
Hulu tem The Handmaid's Tale.
Netlifx tem Shonda Rhimes, e Billions, e Friends, e Gilmore Girls e The Good Place.
Apple TV+ vai ter Oprah e Reese Witherspoon, fora os filmes.
Fox Premium tem This is Us e Modern Family.

E aparentemente, acompanhar todas as séries que a gente gosta vai ser o dilema do ano.

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